Arquivo mensal: fevereiro 2013

Entrevista: Márcia Betschart

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Eu esperei. Eu esperaria o tempo que fosse preciso, mas tinha que abir o link ‘Entrevistas’ com ela: Márcia Betschart. Sou um bebê quando se trata de pintura e artesanato. Comecei tem pouco mais de um ano e ela foi uma das minhas referências, juntamente com Ana Maria Guimarães, Mauro Martins, Augusto Aguirras, Iára Capraro, entre outros. Não a conheço pessoalmente, mas adoro a simpatia que ela emana e seu amor pelos trabalhos manuais.  

Abaixo vocês conferem as respostas dessa paulista nascida em Jundiaí, que um dia foi bancária, mas tomou a sábia decisão de trocar a calculadora por pincéis! 

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Mais uma linda pintura bauer sendo criada.

1 – Antes de começar a fazer artesanato qual era a sua atividade? Quando começou a transição para este mundo das cores? E em que momento você se viu definitivamente vivendo de artesanato?

1-Antes de trabalhar com artes, fui bancária durante 10 anos. Terminei a faculdade de Ciências Contábeis, mas continuei trabalhando em banco.
2-Quando minha filha nasceu, coloquei na ponta do lápis o que recebia e se compensava continuar sendo bancária sem horário para sair no final do dia. Resolvi que a melhor opção seria me dedicar à educação dela e cuidar melhor da família.
3-Mas quem se acostuma com a independência financeira, fica complicado pedir dinheiro para o marido. Na época estavam no auge as “cestas de café da manhã”. Fiquei neste segmento durante uns 5 anos, sempre com a ajuda de meus pais.
4-Como desde criança fazia aulas de pintura, primeiramente de tecido, depois cerâmica e tela, resolvi fazer o que realmente amava: pintar, sem nunca deixar de lado meu maior tesouro, minha pequena Marina. Meu pai cortava as peças em mdf e montava, eu pintava e vendia. Ajudei muito nas despesas da casa com as minhas artes.

2 – Perguntei do começo para você. Dentro desse processo, como você desenvolveu seus primeiros trabalhos não tendo ainda um ateliê? Pintava na cozinha, na varanda, onde pudesse? Quanto tempo durou até ter seu próprio espaço?

Fazia minhas artes no terceiro quarto da casa, onde montei um pequeno ateliê. Depois fui para uma casa maior, onde tinha um porão imenso, aí foi ótimo. Além do espaço para produzir, tinha espaço para as aulas. Agora tenho um ateliê, que é onde meus avós maternos moravam. Minha família me incentivou muito, e é claro que meus pais foram fundamentais nesta conquista.

3 – Quais são suas referências no artesanato, seus mestres e mestras e pessoas que admira?

Admiro muito a Ana Maria Guimarães, que além de pintar divinamente bem é uma pessoa maravilhosa. Gosto também da americana Donna Drewberry.

4 – Sei que você é especialista em pintura em madeira, mas é apaixonada por outros suportes? Faz pintura em tela também?

Também pinto telas, tecidos… um pouco de tudo. Eu gosto de tudo que é relacionado a tintas e pincéis.

As belas peças no ateliê da artesã!

As belas peças no ateliê da artesã!

5 – Uma especialidade sua é a pintura bauernmalerei, ou simplesmente bauer. Quando entrou em contato com esta técnica e porque ela chamou tanto a sua atenção? Foi paixão à primeira vista?

Bem, meu pai é suíço e acho que está um pouco “no sangue” esta paixão pelo bauer. Conheci a técnica pela TV e realmente me encantei. Não sei explicar, parecia que aquela pintura já fazia parte de mim e depois pesquisei muito sobre isso. Cada vez gosto mais.

6 – Você é estudiosa, Marcinha? Procura técnicas diferentes, materiais novos, pratica todos os dias? No estágio no qual você se encontra é possível aprender coisas novas diariamente?

E como aprendo!!! Acredito que todos os dias podemos acrescentar algo mais, um produto novo, alguma nova técnica. Tem muita coisa que quero aprender, mas o tempo é um pouco curto, porém não desisto. Além disso, preciso sempre apresentar algo novo e bonito. Afinal, ministro aulas há 13 anos e tenho alunas comigo desde então.

7 – Você é uma colecionadora também? Por onde passa, seja no Brasil ou fora do país, observa o artesanato local, leva uma peça?

Com certeza eu amo visitar feiras, galerias por onde eu vou, é uma necessidade minha (risos). Eu tenho uma coleção de pratos de paredes pintados a mão que trago das viagens que faço.

8 – Você gosta de música, cinema, literatura e outras formas de arte, como escultura? Quais são suas artes prediletas? De alguma forma elas inspiram seu trabalho? Você já produziu uma peça a partir de ideias sugeridas por outras formas de expressão artística?

Todo tipo de arte é bem-vinda…acho que ela completa algum tipo de vazio que a vida pode vir a nos trazer. Funciona como uma terapia, enquanto estamos em contato com a arte tudo fica mais sereno e feliz. A minha arte preferida é a pintura, sem dúvida, é um colírio para os olhos!!!!

Quando participo das edições da revista Faça Fácil, geralmente temos uma fonte inspiradora, uma delas foi o desfile de moda do São Paulo Fashion Week, onde as modelos usavam listas douradas nas roupas pretas, a partir desta ideia fiz dois painéis de parede. Em outra edição as modelos usavam estampa safári e confeccionei uma fruteira com o tema.

9 – Você tem algum objeto de estimação, como um pincel, uma espátula, que você guarda com amor? Tem algum ritual antes de começar a produzir, algo que lhe estimule, que lhe prepare para o dia?

Procuro manter sempre meu alto astral, principalmente durante as aulas, acho isso fundamental. Antes de começar a pintar preciso arrumar toda a bagunça, senão não consigo me concentrar direito.

Tenho um pincel que não jogo fora de jeito nenhum, meu primeiro pincel redondo que eu pintava bauer.

10 – Quando penso em artesanato, quando faço uma peça, sou levado para um mundo do aconchego, das conversas em família, do cuidado, da simplicidade. Para onde o artesanato te leva, quais sentimentos são despertados em você? 

Me traz uma paz imensa, uma sensação de felicidade e de realização. Amo meu trabalho, adoro o que faço, não me vejo trabalhando em outra coisa.

11 – Para terminar quero saber se existe a possibilidade de Salvador receber sua visita e suas aulas. 

Adoraria conhecer Salvador, sempre tive vontade, e seria um prazer ir como turista e professora também!!!!!

 

Imagens: arquivo pessoal de Márcia Betschart.

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E agora, o que fazer?

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Muitas vezes você precisa de uma ferramenta e não tem. Como você vai bater um prego sem martelo? Vai, sim. No meu caso, eu usava o batedor de carte de metal. Existem mil casos assim, né? No momento em que você mais necessita de um instrumento ou ferramenta, eles não estão lá. Então, o jeito é se virar mesmo, utilizar algo similar para poder terminar o trabalho.

Pente decorador condorFoi o que aconteceu com esta caixa Salmo 91 que terminei ontem (21/02). A única coisa que eu não tinha era o pente decorador. Sei que a Condor fabrica, então fui atrás em uma loja de artesanato, a Kita, que está no link ‘Endereços Úteis’ aqui no site. Mas chegando lá vi que o preço não era muito amigável. A peça é pequenina, mas custa por volta de R$ 10,50. Sim, nada astronômico, mas no momento eu não podia levar, já que tinha que comprar mais três peças em mdf e um guardanapo.

 

 

230220131116Então, vamos pensar. O que eu poderia usar para fazer um risco parecido, senão igual ao que a ferramenta poderia me proporcionar. Fui atrás de várias coisas, mas no fim me pareceu óbvio usar um pente, já que é esse o nome da ferramenta original. Teria apenas que encontrar um pente que eu pudesse cortar. Ainda bem que achei e cortei. Não gastei nada e pude terminar minha caixinha. O resultado vocês conferem abaixo.

 

 

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E o trançado com o pente ficou assim. O efeito é bem legal e cria uma textura na peça.

Porta-controle remoto

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Esse foi o terceiro trabalho que fiz este ano. Para se ter uma ideia de como o tempo está curto!

Cica, uma colega de trabalho, me pediu um porta-controle remoto para dar de presente para a sogra. Queria algo que fosse amarelo com marrom ou algo ligado ao bege. Não me disse como queria a peça ou se ia ter algum tipo de enfeite. Não é todo mundo que conhece artesanato para sugerir exatamente como quer uma peça. Se ela vai ter craquelê ou se vai usar guardanapo para decoupage ou mesmo os dois juntos. Cabe ao artesão perceber a intenção do cliente e criar algo que, se possível, supere as expectativas.

Partindo do que minha colega disse, eu logo pensei que o local onde vai ficar a peça é sóbrio. Então, não inventei muito. Pintei a peça toda de ouro e depois passei o craquelê marrom escuro. Acho que a peça ficou sóbria e, digamos, elegante. Mas essa foi a minha impressão. Eu espero que ela e a sogra gostem.

E vocês, gostaram?

Porta-Controle Remoto

Tanto o craquelê quanto a tinta ouro que utilizei são da Daiara. Acho importante falar dos produtos que você utiliza e confia. Quem está começando fica tateando no escuro e muitas vezes não sabe qual marca comprar, simplesmente porque ainda não conhece. Quando se tem um professor que indica é muito legal. Mas o meu caso – e tenho certeza que é o de muitos – foi diferente. 

Bailarina

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Inauguro o link ‘Pintura’ com a tela que fiz para a minha afilhada. Já já quero começar a organizar outra exposição, mas o tempo é ouro e escasso.

Minha irmã pediu uma bailarina e logo pensei em algo mais gráfico, sem profundidade mesmo, algo que com alguns traços já se pudesse formar uma bailarina para quarto infantil. Aí, passeando pela Tok & Stok encontrei a bailarina perfeita. Apenas dei meu toque, adicionado algo aqui e ali. Ficou assim.

Espero que tenham gostado!

Abraços em todos!

Bailarina - Cópia

Acrílica e PVA sobre tela. 30 cm x 30 cm.

SIS

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sismarca

Foi na quinta-feira, 31 de janeiro, no Rocca Forneria, na Pituba, o lançamento da marca de roupas femininas SIS, que vem de Sisters. Aviso logo, e com orgulho, que as irmãs em questão são minhas primas, Gabriela e Suze Pimentel. Gabi está no final do curso de moda e Sú é formada em Marketing.

Gabi e Sú, as SIS

Gabi e Sú, as SIS

As fotos abaixo são da Coleção Urban Soul e foi composta por modelos de regata, t-shirt e bata. São peças que remetem à cultura pop, como a famosa língua do roqueiro Mick Jagger e trechos de livros como ‘Cinquenta Tons de Cinza’. Uma coleção com cheiro de espírito jovem, parafraseando Kurt Cobain, mas que obviamente pode ser usada por qualquer alma de bom gosto.

Quem quiser pode curtir a página da SIS aqui e entrar em contato com Gabi e Sú pelo e-mail euquerosis@gmail.com. Porque melhor do que curtir a página ou ver as fotos é usar uma SIS. São minhas primas, sim, mas tá na cara que têm talento! Ou melhor, tá no corpo!

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