Depois de eu ter sido demitido da última empresa na qual trabalhava, me vi com tempo de sobra…mas para quê? Fui colocando dezenas e dezenas de currículos, a princípio direcionados para a minha área, o jornalismo, e logo depois para qualquer área que pudesse me render algum dinheiro. Afinal, o dinheiro já estava acabando.

Depois de alguns meses em busca de algo e sem conseguir nenhuma resposta positiva, me veio a descoberta que mudou minha vida, meus sentimentos, e me fez enxergar o que é mais importante para mim. Sempre fui ligado às artes. Tentei a música, mas não deu certo comercialmente. O cinema sempre foi um sonho, mas todos sabemos o quão difícil é fazer parte da sétima arte. O máximo que consegui foi dirigir um videoclipe e fazer um curta metragem para a faculdade, quando estudei na Anhembi-Morumbi, em São Paulo. Amo literatura, mas embora me digam que tenho certo talento para a escrita, nunca consegui desenvolver uma história que verdadeiramente eu achasse boa. Tive participação em livros de crônicas e poesias, além de escrever letras de música. Vai até aí o meu romance com a arte da escrita.

A descoberta que mudou a minha vida, como disse acima, vei por meio da meditação. Não sou um praticante disciplinado, mas vez ou outra medito com seriedade. Em uma dessas sessões, me veio à mente um quadro que pintei quando tinha por volta dos 12 anos. Uma águia. E durante algumas sessões essa águia sempre aparecia. Pensando sobre o que isso significava, eu resolvi investir e arrisca pintar um quadro. Pesquisei o material básico pela internet e no dia 9 de dezembro de 2011 eu comprei o material na loja do artista plástico Waldo Robatto, que fica no Pituba Parque Center. No dia 10 de dezembro, no outro dia, eu pintei minha primeira tela seguindo o passo a passo de uma revista. Postei a foto no facebook e recebi elogios do pessoal. Apesar das falhas da tela, no geral eu fiquei muito feliz. A tela é esta:

Casinha - O Debút

Acreditando em mim e no que as pessoas disseram sobre este primeiro trabalho, eu resolvi ir em frente e pintar mais telas, já pensando em uma exposição. Apesar da minha pretensão, em agosto de 2012 eu realizei minha primeira exposição no Tribunal Regional do Trabalho, no Comércio. Levei 20 telas e vendi 14 durante as 3 semanas que fiquei por lá. Para mim, foi absolutamente maravilhoso. Antes da exposição, eu já estava recebendo encomendas de quadros e assim fui treinando enquanto pintava o material para o evento.

As telas que ficaram, que ainda não acharam o comprador certo (como disse uma amiga), estão no link Produtos, aqui no site, sendo que apenas as duas orquídeas não entraram na exposição.

A internet foi muito importante para eu aprender, já que não tinha como eu tomar curso. Sei que o pintor precisar entrar em contato com a realidade, observar suas cores, as pessoas, a vida cotidiana. Mas eu não tinha como “perder tempo” com isso agora. Pintores como Bill Alexander, Wilson Pickford, Leonid Afremovo, além dos brasileiros Augusto Aguirras e Mauro Martins, por exemplo, foram muito importantes para que eu compreendesse algo de pintura e pudesse reproduzir alguns dos seus quadros. Apesar de eu ter impresso o meu jeito em cada tela, o trabalho não foi autoral, não estava ali para ser chamado de artista, apenas queria levar algo de belo para as pessoas e provar que eu podia ganhar a vida, um dia, com a pintura.

Abaixo o cartaz da exposição desenvolvido pelo pessoal do Projetos Especiais do TRT:

Cartaz Exposição

Após a exposição eu resolvi testar a possibilidade de fazer artesanato e comecei com um material que adoro, que é a madeira. Foi outra descoberta quando me vi fazendo trabalhos que agradaram às pessoas. E uma atrás da outra as caixas foram sendo feitas. Hoje é possível conferir quantos trabalhos já foram produzidos. Mas não é só com caixas que trabalho, mas qualquer objeto em madeira.

Resolvi tentar uma exposição na Feira organizada pelo Instituto Mauá. Consegui me inscrever e tive mais essa ótima experiência, embora ainda não tivesse muitas caixas prontas. Por isso tive que levar os quadros que voltaram comigo da exposição do TRT.

Feira de artesanato Mauá

Algum tempo depois, já com material suficiente, fui tentar a parceria em uma loja e consegui. A Loja Carol Magalhães, no Costa Azul, acolheu minha caixas. Fiquei lá por um tempo muito legal. Logo depois consegui a parceria com a loja de roupas infantis, ‘Mima e Ninos’, que fica no Shopping Sumaré. Lá funciona uma área específica para artesanato, onde são oferecidos cursos de diversas técnicas. Atualmente, todos os meus trabalhos podem ser vistos e comprados por lá também. Todos eles estão link Produtos aqui no site.

Desde que pintei a primeira tela, até agora (data de lançamento deste site – 26/12/2012), pouco mais de um ano se passou. Muito a pintura e o artesanato me deram e continuam dando. É apenas o começo e sinto que estou no mundo certo, no mundo que me faz realmente feliz. Quero dividir esse mundo com vocês e quero sempre ouvir onde posso melhorar, já que não existe arte sem afeto e divisão. Não existe arte e artesanato sem pessoas. Meu intuito é levar a mesma sensação que sinto quando vejo um objeto artesanal ou uma tela que gosto. Quero que vocês sintam pelo meu trabalho a felicidade que sinto quando vejo um objeto que gosto. Foi por esse motivo que resolvi criar o Ateliê Caldas Pina: para decorar sua vida de felicidade!

Beijos e abraços em todos!

Alessandro Caldas Pina.

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